sexta-feira, 4 de novembro de 2016

SECAS E MOLHADAS











Nua, sinto náuseas, ansiedade.
Eu rimo desenhos no  corpo
De sua imagem.








Diluição no imaginado, o apelo

Da observação atenta, tranquila...


Sua tendência é para aquecer
Meus poros de suor.




Lentamente eu abri minha boca,
Consumo de vulcão...
Por favor, gostaria que isso
Preocupasse somente

As secas e molhadas.






Mas, deste medo quedo-me.
Mais Apocalypse, estes pequenos
Detalhes deste mistério.





Umidificação eterna e transitória,
Um grupo da minha vergonha,
Olhei, e, em seguida,

Concentrei-me ao amanhecer
No nome desse sonho.






Sutil, nua, fraca, cheia de vendas,
No coração sem fendas,

Eu olho para a masturbação,
Minha alma no espelho,
Seu silêncio não diz nada!





Luiza Lobo, 04/11/2016  -  RJ

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