Nua, sinto
náuseas, ansiedade.
Eu rimo desenhos no corpo
De sua imagem.
Diluição no imaginado, o apelo
Da observação atenta, tranquila...
Sua tendência é para aquecer
Meus poros
de suor.
Lentamente eu abri minha boca,
Consumo de vulcão...
Por favor, gostaria que isso
Preocupasse somente
As secas e molhadas.
As secas e molhadas.
Mas, deste medo quedo-me.
Mais Apocalypse, estes pequenos
Detalhes deste mistério.
Umidificação eterna e transitória,
Um grupo da minha vergonha,
Olhei, e, em seguida,
Concentrei-me
ao amanhecer
No nome desse sonho.
Sutil, nua, fraca, cheia de vendas,
No coração sem fendas,
Eu olho
para a masturbação,
Minha alma no espelho,
Seu silêncio não diz nada!
Luiza Lobo, 04/11/2016 - RJ
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